
Era pra ficar aqui em casa só o tempo do amigo-secreto de Natal familiar começar e eu dar pra minha tia. O problema foi que a tia não quis. Concordamos todos, até a mãe: "Tá, né, não vamos pôr a gata na rua de novo. Ela fica aqui enquanto a gente procura um dono".
Apenas ninguém avisou como gatinhos são irresistíveis. Especialmente quando a gata 'da casa' é psicótica como a minha. Charlotte, ao contrário, é um filhote ativo, lindo e meigo. Persegue tudo q por acaso se mexa e dorme no meu colo.
A cachorra quer brincar com ela, a gata Fi quer o couro pra dormir em cima. Eu só queria ela pra mim.
Uma coisa que eu descobri com Charlie aqui foi o motivo da Fi ser como é: ela chegou aqui em casa quando eu e minhas irmãs éramos pequenas. Uma hóspede com a filha pequena passou o Natal conosco, e a maneira como a guria tratou Charlie me fez perdoar todas as vezes que a Fi me arranhou, mordeu ou simplesmente não quis carinho. Afinal, ela ficou traumatizada com três pestes que atormentaram a infância dela.Conseguimos um dono para Charlotte, que irá embora segunda. Justo agora que ela já atendia pelo nome.